segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

The Apple Store!

Ao sair do Central Park voce encara paredes enormes de prédios gigantescos, mas ali no cantinho, parecendo meio que uma pracinha no meio de tudo, tem um cubo de vidro e uma grande maçã branca.
Ao se aproximar você percebe que há uma escada, e ao pisar no primeiro degrau, um japamericano sorri pra você, abre os braços e diz "Welcome to the Apple store!".

A loja da Apple não parece que foi feita para vender nada! São vários notebooks, ipods e etc, dispostos em mesas em todos os lados, no qual você pode utilizar tudo, entrar na internet, jogar jogos, etc etc. E qualquer cara de dúvida que voce esperimenta fazer diante de qualquer coisa, uma pessoa vem até voce e te explica como funciona e te deixa a vontade. "É um extintor de incendio! Para utilizá-lo basta puxar esta alavanca e pressionar esta parte! Mas voce nao estaria mais interessado em jogar Star Wars 3D diante daquele monitor de cristal liquido de 29 polegadas?"






A Apple sabe muito bem trabalhar seu Mix de Marketing. Divulgando a empresa, criando empatia com a marca e quebrando a barreira de se utilizar um Mac.
Além de ser tudo bonito e com cara futurista!
Nunca antes tinha tentado utilizar um Mac, e agora só penso o tanto que seria interessante ter 1. Alguem aí está afim de comprar meu notebook? hehehe

domingo, 28 de dezembro de 2008

de New York

No aeroporto anunciavam para não pegar transportes clandestinos, então obedecemos, mesmo sobre o protesto daqueles que nos ofereciam. "Voces vão demorar 3 horas pra chegar até Manhatam". Pensei que era uma maldição que aquele indiano jogava sobre nós, ou coisa assim. Entramos no metro com as direções que o hostel que ficaríamos nos enviou por e-mail e 5 estações depois descobrimos que ainda estávamos dentro do aeroporto, e só depois de entramos na casa das dezenas de estações, saímos do metro e pegamos um trem urbano. Depois disso foi sentar e esquecer da vida.
Tempos depois chegamos numa estação da Broadway, onde 2 homens negros tiravam um jazz das veias através de um baixo e um saxofone. Na caixa de instrumentos estava a demonstração de aprovação do som pelos passantes, o que me fez concluir de uma vez por todas que se voce toca um instrumento musical, nao passa fome em nenhum lugar, mas em Nova Iorque, voce só nao passa fome como também consegue comprar um carro... uma casa... e um mac.
Trocamos de metro e esquecemos da vida de novo. Saímos do aeroporto as 7 horas e chegamos no hostel as 10 e meia da noite. 3 horas e meia do aeroporto ao hostel, na mesma cidade, internamente eu desejava que aquele indiano caísse e quebrasse o braço.
O nosso hostel ficava no Harlem, um bairro no norte da ilha, que aconselho não andar por ali a noite, a não ser que voce esteja interessado em comprar drogas.
No outro dia a chuva torrencial não nos impediu de atravessar todo o Central Park e de descobrir um jeito de se comunicar com os esquilos. É só sentar em algum lugar, pressionar a lingua no céu da boca e puxar a saliva que vem ao seu encontro todos ticos e tecos e milhares de pardais. Quando eles percebem que voce não tem nada a oferecer, vão embora. Mas aí voce faz o som de novo e eles voltam. É engraçado.




Nesse dia andamos da rua 129 à rua 34, onde está localizado o Empire State (re)Building, o topo do prédio as vezes ficava encoberto por nuvens, o que aumentou a minha vontade de subir no mirante do prédio. O que me fez passar a vontade foi os 20 dólares que tinha que pagar. Mas depois de um tempo descobrimos que 20 dólares é igual a 5 reais! Tudo aqui é muito caro! 20 euros em Portugal era possível que eu e a Naiara saíssemos de Coimbra, fossemos até Porto e comeríamos um bacalhau!

Por isso mesmo já tinhamos prevenido e conseguido um Couch Surfing na cidade. A Naiara já havia postado uma vez sobre isso, mas recapitulando é assim: www.couchsurfing.com voce encontra diversas pessoas que estão disposta a hospedarem outras pessoas de graça em suas próprias casas. No site voce pode visualizar a avaliação de todos, assim como depoimentos de pessoas que já se hospedaram com a hospedeira potencial e classificação no site de acordo com a pontuação. Em Coimbra, eu e a Naiara tivemos a oportunidade de hospedar um brasileiro que viajava por Portugal. Jogamos um colchão velho na porta do banheiro e para ele estava mais que ótimo.
Quando se hospeda por Couch, tem que estar disposto a tudo! Por isso mesmo é sempre bom levar um saco de dormir. Nada de frescuragem, apenas um teto e um banheiro!
Estávamos preparados, qualquer coisa seria melhor que o hostel que estávamos, mas não esperávamos que seria 1 milhão de vezes melhor.
O nosso Couch, Fernando V., nos buscou de carro no hostel, nos levou para o prédio e nos entregou uma chave de um apartamento... só para nós! Ele morava no apartamento de cima. Um superquarto, uma cozinha e um banheiro, de graça! Enquanto tinhamos pagado 40 dolares por um quarto xulezento com um exército!
Passamos lá duas confortáveis noites, e acordávamos descansados para mais uma caminhada de quilometros na selva de pedra.
A chuva continuava forte, as poucas vezes que diminuia nos permitia tirar algumas fotos. O vento corria com força entre os prédios enormes que formavam dutos de ventilação, e isso inspirava as pessoas a construirem montinhos de guarda-chuvas (sabe-se lá como é o plural dessa palavra) nas esquinas da cidade.
Demos uma passada rápida por tudo, sem nenhuma visita mais profunda. Vimos a ponte do Brooklin, toda a Financial District (com direito a Wall Street, e o Boi que está fudendo todo mundo), acenamos para a Estátua e visitamos o enorme buraco que se encontravam as torres! Que afinal de contas, estão em plena construção para uma torre maior ainda!
Foram 2 dias e 3 noites que nos permitiu tirar a prova real de que N.Y é uma cidade PUTAQUEPARIU DE GIGANTESCA, e cara! Muito cara!
Por isso mesmo nos despedimos do Mr. Fernando e embarcamos num trem para Washington, onde encontrariamos com meu primo que já mora aqui a mais de 7 anos!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Por que não odiar os EUA

Já dizia meu amigo Einstein que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, o que é, como grande parte das coisas que ele disse, uma grande verdade.Mas acho que quando você vê o que acontece in loco, na real mesmo, é mais fácil mudar um pouco a sua visão.
Antes de mudar para a Europa, eu odiava os EUA, e adorava, idolatrava, o pensamento europeu.Quando você estuda Direito, o que se aprende é basicamente uns alemães pra cá, uns franceses pra lá e uns italianos acolá.Logicamente isso tem bastante a ver com o nosso sistema jurídico.Não aprendemos os defeitos dos sistemas europeus, mas somente suas enormes virtudes incontestáveis.E, do que eu pude perceber, a Europa, a União Européia, são um perigo para a humanidade.Possuem uma legislação xenófoba, racista, extremamente europeizante, voltada para uma população com as características anteriores ao quadrado.Enfim.Muitas pessoas tem experiências positivas,mas para quem estuda Direito é uma decepção.
Bem.Após seis meses morando em Tugal, meu pensamento sobre os EUA já era completamente diferente.Nada do tipo "eu amo a Coca Cola", mas como que uma dúvida se os EUA seriam assim tão terríveis.Aliás, o governo Bush, a guerra e etc são sim terríveis, a dúvida era mais em relação à população.O governo italiano é terrível, e não tem um mundo inteiro contra eles, o que seria algo bem sensato.
De qualquer forma, toda essa introdução foi para dizer que, até agora, o povo norte americano é bem amigável.Muito educados, e bem menos preconceituosos que os europeus, mesmo porque o país deles é formado por 80% de Colombianos e Jamaicanos,mas isso é assunto para outro post.Os últimos dois governos deles foram um lixo, não há como negar, mas acho que se redimiram muito nesta eleição.Pode ser que o Obama(o cara mais pop do universo) nem faça um governo tão bom assim, mas ele é negro(o que em um mundo ideal não deveria significar nada, mas não sejamos tão ingênuos ao ponto de achar que no nosso mundo atual não seja algo de formidável)e democrata, o que demonstra uma total mudança de posição.De qualquer maneira, os EUA mandam no mundo e esse para mim é o motivo de ódio principal, dado que existem outras nações tão cruéis quanto.O poder,é isso que gera ódio, e não propriamente um amor pela humanidade.Obviamente que eles utilizam o poder para várias coisas extremamente perversas, eu particularmente também não gosto do governo deles, mas acho a população em geral bastante mais "lidável" que a européia, como já disse acima.
Então.Lógico que não adianta nada eu falar isso, porque a experiência de mundo de cada um é muito particular e dificilmente duas pessoas possuem a mesma opinião sobre um lugar e sua população.Mas acho que a gente às vezes tem que parar para pensar e ver que nenhum lugar é completamente ruim(a Europa tem o Cervantes e o Saramago)ou completamente maravilhoso.E que isso de Brasil tem muito de bom.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Da travessia do Atlântico

Tudo bem, totalmente compreensível ninguém acreditar que estamos nos EUA. Mas de fato estamos, e o motivo por não termos contado a ninguém é que imaginamos o quão engraçado seria deixar todos confusos, e gostamos muito das nossas imaginações serem verdadeiras.
(de fato foi)
Mas relato aqui passos e passos que deixar-vos-ão pasmos com a facilidade que se chama Viajar, e que tantas barreiras que pensamos existir, de fato não existem.

Bom, tudo começou por meados do dia 16 de novembro, quando soubemos que a senhorita dona da casa em que morávamos ia nos cobrar 300 euros pela casa, e não mais 150, já que o Giu (que dividia a casa com a gente) iria para o Brasil. 300 euros por uma casa que tem duas janelas (e nenhuma é no quarto), que é cheia de mofo, tem goteira, e as lâmpadas vivem queimando, é realmente um desaforo.
A Naiara estava estudando inglês e espanhol, já que para ser um diplomata precisa saber muito bem tais línguas, e o desespero bateu forte quando conhecemos o Paul (sem trocadilhos por favor, Paul é um sueco que fala um inglês tão perfeito e rápido que eu me senti no jardim de infância do inglês).
E nesse dia de novembro, nos perguntávamos onde iríamos passar o reveillon. Naiara insistia que queria passar num local cheio de gente, e em Portugal definitivamente não existe um local desses. Lugar cheio de gente seria o Rio de Janeiro, mas teríamos que ir para o Brasil e comprarmos coletes, o que não era uma opção, falei então "Que tal Times Square?" (o que estamos percebendo que é uma fria...literalmente).
Pergunta jogada no sentido brincalhonista, daqueles de se sonhar "NÓOO rolava hein.." e nada mais... depois a Naiara foi pro trabalho dela, e eu fui pro hostel. E lá foi que eu pensei melhor "Porque não?".
Ela chegou do trabalho com a veia do pescoço soltando as vistas, e exclamando que trabalharia lavando esgoto (sabe-se lá pra que lavar um esgoto) mas não voltaria naquele emprego, então falei: "Bora pros EUA?" ... silêncio e feições do tipo "está falando sério?", e resposta do tipo "Bora dimais!!!". Fizemos as contas e contando tudo o que tinha no cofrinho do Marcão, possuíamos a quantia de 500 euros, e eu ainda receberia mais uns 500, então era isso! Me certifiquei se o sr. Marcota iria precisar da grana pra já ou eu poderia pagar assim que voltasse, ele falou pra relaxar e gozar. Partimos então à procura de passagens aéreas e cruzamos os dedos pra existir uma Ryanair transatlântica. E vualá 250 euros Barcelona - New York, dias 18 e 25 de novembro e também dia 9 de dezembro. Só faltava o visto da Naiara e certificar se o meu ainda valia mesmo (já tinha um visto pra cá), assim compraríamos as passagens e pronto!
Pesquisamos na net, marcamos a entrevista, 5 dias depois fomos pra Lisboa, e 5 segundos depois a Naiara sai de lá gritando UHU! Em 3 dias o visto estaría na nossa casa e o meu ainda valia. Voltamos, compramos a passagem, avisei no hostel que trabalharia até dia 6, fizeram uma super festinha brasileira com direito a caipirinha e samba, e assim foi nossa despedida. Vendemos o que deu pra vender, despachamos o que não dava pra ficar sem, e o resto ficou pra trás... e ficou TANTA coisa! Roupas e mais roupas que não daria pra levar na viagem. Nós pagamos 250 euros? Acha mesmo que daria pra levar mais de 20 kg de bagagem? Aí veio um grande aprendizado de desapego das coisas materiais...
Dia 6 pegamos uma carona para o Porto com o Fábio, um hóspede do hostel que eu trabalhava. Nos deixou no aeroporto e lá embarcamos para Barcelona onde ficamos até dia 9. Barcelona fenomenal como sempre, e ainda fizemos uma grande descoberta. Numa ruazinha qualquer do Bairro Gótico entramos numa taberna, cuja porta de madeira cairia a qualquer momento, lá tinha um catalão gordo por de trás do balcão, com o velho clichê do pano de prato sujo jogado no ombro, em uma das mesas de madeira tinha uma velha resmungona que fumava um cigarro e bebia uma cerveja, em outra tinha um rapaz suspeito qualquer com um óculos escuro, e na outra mesa um casal punk que nos convidou pra sentar com eles, o que fizemos, e na Tv... simpsons. Comemos uma tortilla e uma porção de calamares boiando em poças de óleo. Custo total: 2 euros. Não se come barato assim nem em Portugal... a noite esperamos pela dor de barriga mas nem veio...
Dia 9 então, voamos pra Dublin, com direito a um carimbo de saída da união européia e o meu retorno a legalidade. Em Dublin passamos 3 horas no aeroporto e assim que o Sol começou se pôr, às 4 horas da tarde, embarcamos num avião para NY, o qual ficamos por 6 horas voando com um pôr do Sol na janela. E quando o Sol se pôs por fim, a escuridão durou apenas alguns minutos, quando o céu ficou iluminado por um mar de luz. Pensei muito em como poder descrever o que vi, e o mais semelhante é: sabe em Matrix 3, quando o Neo voa para a cidades das máquinas? E ele vê tudo em luz? Então... foi isso.
Voamos por NY durante uns 15 minutos e as luzes não acabavam. No céu dava pra ver outros aviões fazendo o mesmo trajeto que nosso avião, e quando pousamos vimos de perto 5 aviões levantando vôo.
Agora chegava a hora em que estávamos com mais medo, a imigração.
"O que veio fazer aqui?"
"Tô viajando..."
"Vai ficar quanto tempo?"
"Nem sei, 1 ou 2 meses..."
"Tem dinheiro?"
"Tenho... (NOT)..."
"Belezintão"
Carimbinho, fotinha, impressões digitais e NEW YORK, NEW YORK!

23 dias e 750 euros até chegar aqui, contando com preço de passagens, comida, hospedagem, e entrevista para o visto. Faltam 400 dólares, o qual estamos administrando muito bem obrigado, e depois contamos o segredo, mas já vai pesquisando: www.couchsurfing.com.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

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