domingo, 13 de abril de 2008

Quintas feiras são sempre esquisitas

A gente às vezes faz umas coisas bem estúpidas.Levantar da cama na quinta foi uma delas.
Bom.Eu estava com dor de garganta e sono, mas tinha combinado de beber com as pessoas da casa e jogar mímica.O Vini já tinha ido encher o saco para que eu e a Lo fossemos no Xots com ele, mas pra mim isso estava fora de cogitação.
Comecei a divagar na cama antes de dormir e escutei o pessoal cantando uma música na sala, intitulada "Ode a Naiara" e que envolve trechos como "Não use saia nas Monumentais", "sabemos que vc não é rebelde" e etc, mas também é assunto pra outro post.Aí resolvi dar o ar da minha graça e tomar banho.Na sala estavam Lo, Loreninha, Rodrigo, Lucas, Vini, Bia, um Absolut, uma Vodca e um Licor.Tomei um copinho de Absolut(que seria , teoricamente,o único da noite) e fui tomar banho.

Passada meia hora eu estava na porta de casa conversando com uma polaca que nunca tinha visto na vida e em inglês.A última coisa que me lembro consciente é de falar pra Lorena que nunca tinha bebido tanto e que estava perdendo muitos neurônios por minuto.

Pelo menos não cheguei no mesmo nível do meu amigo Velha Gorda, que vomitou 3 vezes (sendo uma delas na cama), pegou a Polaca(que descobrimos depois ser corcunda, e por isso é agora denominada Polaca de Notre Dame) e ainda levou um tombo na frente do bar.

Lama.

Não sei o que colocam na água de Coimbra,mas com certeza é ilegal.

Festa estranha com gente esquisita

Bom.Terça feira, a cidade lotada, e dia do centenário de uma república aqui em Coimbra, por sinal a maior e mais famosa.Aqui as repúblicas tem um esquema bem diferente do Brasil, existem as oficiais, bancadas pelo governo, que se auto-organizam, promovem eventos e etc.Essa, a Praquistão, é uma mais alternativa, socialista-anarquista, ou algo do tipo.

Então.Fomos todos no centenário.Eu imaginei que seria legal, porque sempre que o Lulu2 chama a gente pra ir em algum lugar é muito legal.Eu tava meio desanimada, porque sempre que vc sai com muita gente demoooora pra chegar no destino final, mas enfim, faz parte.

Passamos no xots bar, e depois rumamos para a República.Era uma hora, mais ou menos.Chegando lá entramos numa portinha que dava prum prédio enorme.Aliás, aqui em Portugal é cheio de portinhas que dão em lugares bizarros e enormes, mas esse é assunto para outro post.

Lá dentro estava lotado de pessoas bizarras.Eu gosto de pesoas bizarras.Veja o Lucas(brincadeira amor).Fomos nos esgueirando e chegamos numa sala onde estava tocando umas músicas muito legais, entramos no meio da galera, cantamos Bella Ciao, Clandestino, todo mundo junto, a sala inteira numa roda, num clima "fazendo amizades sem fronteira".

Lá a bebida é de graça e a comida também.Eu e a Lo bebemos uma sangria desatada, comemos uma comida X com feijão na saída e bebemos mais sangria desatada.No meio da festa encontramos o belga(aquele da guerra de tomates), mais maluco do que nunca, conversamos um pouco com ele, rodamos pela casa, voltamos pra música e paramos lá.No meio disso tudo encontramos o Lulu2 conversando com uns brasileiros, conhecemos eles, sentamos no sofá e depois voltamos pra música.Nessa hora a música começou a ficar chata, com o tal do Reggaetom.Horrível.Resolvemos ir embora.

Estávamos indo embora quando encontramos um espanhol (ou não) que começou a conversar com a gente, conversamos um pouco, encontramos o belga maluco de novo e tocamos o bonde.

Foi isso, mais ou menos.Faz tempo, eu bebi um pouco então não lembro direito.Mas deixa eu contar da de quinta feira.

terça-feira, 1 de abril de 2008

De Portugal e os brigadeiros

Dois dias antes de ir à Coimbra, saI (acento no i) em Roma com Lothar, Victor e Camille. Conversa vai, conversa vem, começamos a falar de doces. Camille è da Belgica, Lothar holandes, e quando o assunto entrou no ar ambos exclamaram num desespero como que para nao deixar seu pensamento escapar enquanto espera alguem terminar de falar: "Victor! AQUELE, AQUELE DOCE, QUE VOCE FEZ UM DIA... COMO? COMO CHAMA?". Victor orgulhoso de seus dotes culinarios respondeu "han... bri-ga-dei-ro". "Oh...brigadeiro" - salivavam - "...è a melhor coisa do mundo!"bla bla bla. Victor vira e me diz "os gringos ficam doidos com brigadeiro!"
Analizemos minha situaçao: sem documento, visto de turista, desempregado. Resultado "PORRA, VOU VENDER ESSA MERDA DESGRAçA!" (os xingamentos foram para enfatizar meu estado 'eureka'... a luz no fim do tunel. Maiores informaçoes sobre xingamentos Meialuaesoco, link ao lado).
No outro dia fizemos um jantar em casa, foram varios gringos e de sobremesa Victor fez brigadeiro, que evaporou antes mesmo de eu terminar de jantar.
Fui para Portugal com aquela ideia na cabeça. Ja me imaginando o Willy Wonka dos brigadeiros na europa.
Là falei da minha ideia para todos na republica. No outro dia estavamos na porta de bares e restaurantes, e passarelas turisticas, tocando violao e vendendo brigadeiro. No video abaixo podem ver nossa saga.
Bom... em portugal nao rendeu muito. La as pessoas conhecem brigadeiro, è tao popular quanto no Brasil. Alias, o Brasil è popular em Portugal. Aquela orelha de peninsula iberica nada mais è que uma colonia brasileira... e convenhamos, desde 1500 e bolinha aquele povo depende da gente.
Nas bancas podemos ver a Iris (sabe? bbb e tal) em capas de revistass. Oraçoes do padre Marcelo Rossi, e nos jornais, o que vai acontecer nos proximos capitulos das novelas da Globo. Se nao me engano (Na, corrija-me se estiver errado) a Globo e a Record sao canais abertos.
Enfim... nao deu pra fazer muita grana. Levantamos pouco mais de 15€, e vendemos uns 10 ou 11 brigadeiros gigantes, cada um a 1€. As pessoas davam mais dinheiro pela farra que estàvamos fazendo com musica, cantando e dançando do que pelo chocolate. Foi divertido do inicio ao fim.

(a ultima pessoa que aparece no video è o Joao. Ele è baiano)




Lucas