domingo, 30 de março de 2008

Coisas aleatórias

Eu acho que devo ter cara de maluca mesmo.Ontem fui andar perto do Mondego e uma mulher me para : "Pois,sabe onde é o hospital psiquiátrico?"
Pois.Não sei.Raios.
Depois tava saindo das cantinas amarelas e parou uma senhora que conversou meia hora comigo e com a Lo sobre a vida dela, que segundo ela é muito "gira".Meu Deus.

Momento Lucas(de Coimbra) do dia:
O meu amigo era feio, mas tão feio que quando ele nasceu a mãe dele dava de mamar de olhos fechados.Depois ela aceitou ele.Mas só como amigo.

O Lucas faz a alegria do nosso almoço.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Quizas, quizas

Nossa,finalmente tenho algo a dizer.
E é:

Não entrem por Madrid!

sábado, 22 de março de 2008

The Lucas´s show

Olha o que as pessoas fazem na Europa...

Se bem que...toda mulher precisa de um Lucas!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Da surpresa

Pessoas que acompanham a novela Crônicas de Nailu: desculpem pela ausência de posts, esperamos reverter essa situação porém sabemos que isso é uma auto-enganação.
Relato aqui algumas coisas que aconteceram desde o início do mês de março.

Estava cansado de procurar e procurar empregos e não encontrar. Fiz vários currículums, levei em vários lugares, comprei jornais de emprego, liguei em vários deles e resumindo o que eu escutava era:
“Tem documento?Não? Então sinto muito!”
“Já encontramos, obrigado!”
“Brasileiro? Tu tu tu tu tu”
Teve até um figlio da putana que recusou a receber o meu curriculum quando eu falei que poderia trabalhar em qualquer cargo “Quem fala que faz qualquer coisa é porque não sabe fazer nada!”. Resultado, fui negado em 56 lugares, incluindo até mesmo Agencias de Modelo. Não sei por que não me quiseram...

Enfim, tava um pé no saco. Uma zica. Então comecei olhar passagens para Coimbra. Já que não ia conseguir um emprego, iria viajar! A passagem mais barata que encontrei foi uma que saía de Milão. Esperei passar o final de semana para arrematá-la, contando com o milagre de uma ligação de um cara dono de um restaurante que tinha falado que iria me ligar. Não ligou, então comprei Milão – Porto. Agora tinha que arranjar um jeito de ir pra terra da moda.
Fui até a estação de trem e perguntei: “Qual o jeito mais econômico de ir para Milão?” (A palavra ‘barato’ não existe em italiano), eles me indicaram um trem que saia as 11 da noite e chegava as 7 da manha, só que o meu vôo saia as 6:30 da matina. Bom, iria um dia antes e andaria o dia inteiro pela cidade. Fui!

Peguei o trem dia 5 às 23hs. Na cabine, 5 italianos e eu. Foram 8 horas de viagem e 5 palavras trocadas entre os companheiros de vagão.
Chegando em Milão a paisagem já se apresentava diferente. É muito mais europa. Roma é um negócio estranho. E Milão é linda. Tentei encontrar um mapa turístico só que tinha que comprar, 3 euros, então não comprei. Escolhi um rumo e sai andando. Em Roma isso sempre dá certo, uma hora acha alguma coisa legal. Só que em Milão demorou mais. Andei durante 1 hora e depois sentei em uma praça, li um jornal (aqui eles dão de graça) e observei 2 cachorros brincando enquanto as donas dos mesmos paparicavam.
No jornal li que 1 dia antes na estação Central (onde eu cheguei) estavam gravando 1 cena do filme “The Other Man”, com atores famosos e tal.
Quando cansei de ficar sentado voltei a andar. Andei por mais uns 25 ou 30 minutos e quando eu ia atravessar uma rua, olhei para a direita e lá no fundo vi um pedaço de um arco do triunfo. Pronto! Achou um ponto turístico, acha um monte! E não deu outra. De lá eu já avistava outras coisas legais.
Passei por um parque muito bonito! Passei por um castelo, cumprimentei a estátua do Garibaldi, segui por uma rua e no final dela dividia-se em outras 2 ruas. No fundo delas eu via coisas legais, só que a catedral era mais legal, então fui para o outro caminho, deixando ela por último.
Nesse outro caminho, o que tinha era tipo uma cúpula de vidro em cima de uma calçada massa e quando fui me aproximando vi uma aglomeração de gente e no centro, câmeras e o Toninho...o Antonio...aquele das Bandeiras e a equipe de filmagem! Tão legal! É a segunda gravação de filme que eu vejo. (Ta certo que nenhuma delas tem coisas explodindo, tiroteio e carros voando. Mas é legal mesmo assim.)
Depois disso fui na Catedral, comi no McDonalds, andei mais um pouco e decidi ir para o aeroporto. Era um pouco cedo de mais para vir pra cá. Mas eu tava cansado e aqui eu (pensava) que poderia dormir.
Perguntei então para um homem para que lado era a estação central, ele me mandou pegar um ônibus e depois o metro, falei que queria ir andando e ele falou que era muito longe. Insisti e ele me deu um rumo. Mais para frente perguntei novamente a um outro homem, e ele falou para eu pegar ônibus e metro porque dali até a estação era mais de 10km.
Segui o seu conselho mas desci do ônibus cedo de mais, então perguntei para outro onde ficava e ele falou a mesma coisa e aumentou uns 8 km da última informação. Credo uai... peguei o ônibus de novo, metro, desci na estação, peguei outro ônibus de 8 euros (facada) e cheguei no aeroporto. Tentei dormir nas cadeiras mas o guardinha impediu. “Mais tarde pode!” falou ele... mais tarde eu tentei dormir e ele me acordou de novo e mandou eu ir para outra área do aeroporto.
Enquanto tentava dormir percebia vários mochileiros chegando, arrumando suas camas, escovando os dentes, fazendo lanches, etc. Um ucraniano perto de mim puxou conversa pra passar o tempo, conversamos até ele ir embora (estava esperando os pais chegarem). Depois eu apaguei nos banquinhos (só que agora eu comprei um cochonetizinho miniatura de 2 euros e durmo igual um bebe, nos aeroportos). Peguei o avião e ninguém sentou do meu lado. Apaguei! Acordei com o emocionante pouso estilo Ryanair. Atravessei Porto e peguei um comboio (trem) pra Coimbra.
Chegando lá andei até na casa da patroa. Bati, toquei a campainha, e ninguém. Fui até a Universidade, subi as Monumentais (CARALHO... ela não estava exagerando quando chamava as escadas de Monumentais!), e não encontrei... então liguei pra ela.
“Nah... acho que não vai dar pra ir aí esse mês, tem como entrar na net pra gente conversar?”
“Tem sim amore, vou lá na net da medicina!”
Corri pra Faculdade de Medicina, achei o laboratório de informática, entrei pé por pé e sentei numa cadeira atrás da minha linda namorada (ai ai... suspiros).
Ainda tentei fingir que eu era uma imagem holográfica ou um fantasma, mas não deu muito certo.
O resto é festa.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Voip, JustVoip!

Quem quer falar barato na Europa, instale!
Ligações internacionais gratuitas para residências e para celular por 10 cêntimos!!
Que tal ligarem para seus amigos super queridos?

PS: Devido à comentários do post anterior eu não vou falar mais de como a minha faculdade é super legal,espetacular e ótima.Não, ela nem é tão legal,nossa, no Brasil é bem melhor.

E tenho dito.

Naiara

sexta-feira, 7 de março de 2008

Uma observaçãozinha

É bem bizarro estar num lugar onde todo dia dou de cara com turistas com enormes máquinas fotográficas, excursões escolares e grupos de europeus idosos que falam línguas estranhas te olhando quando você passa com livros como se isso fosse algo surreal, como se estivesem captando o momento exato da cópula da formiga.Eu estou me sentindo num grande zoológico, onde todos nós, estudantezinhos de Direito de Coimbra e nossos mestres somos a atração principal.Ainda mais agora que provavelmente a Faculdade de Direito irá se tornar patrimônio da humanidade.

Mas que é legal demais estudar aqui, isso é.

terça-feira, 4 de março de 2008

Então.O problema era o seguinte:as cebolas estava descascadas e se desfaziam no ar, nem chegavam a alcançar a galera dos tomates(até o momento em que um de nós, cebolas, se irritou e jogou uma cebola inteira).Além disso, era uma batalha que ia passar numa propaganda de catchup(não sei qual)e os tomates tinham que ganhar.Os tomates deveriam apertar a sua munição,de maneira a ficar mais macia, mas é lógico que a maioria mandou os tomates inteiros e doía pra caramba.A parte mais legal foi quando eu e o Bocão fomos escolhidos pra ser da parte de contra ataque surpresa e ficamos atrás dos tomates, sem que eles pudessem revidar.Eu já estava com tanta raiva de ter levado tomatada que joguei cebolas com todas as minhas forças na galera.É lógico que estou até hoje cheirando cebola, mas valeu a pena.Nem ia me sujar muito, se o Rodrigo não tivesse a ótima idéia de iniciar uma guerra civil brasileira com tomates.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Tomates vermelhos crús

Bem.Ontem acordei às 10 de manhã, com a firme resolução de estudar, acompanhada pelo Lulu2 e pela Lorena.Obviamente enrolamos um monte e só saímos de casa na hora do bacalhau, ou dos restos de bacalhau.Fomos então pra cantina, crentes que depois iríamos descer pro Mondego e ler um dos 1303939 de livros que temos que ler.Eis que, no meio do caminho tinha um belga, tinha um belga no meio do caminho, que tínhamos conhecido na casa da Lidy, uma francesa que fez um almoço pra gente no sábado.Como o inglês dele é péssimo e o meu também, entendi algo como "tomatoes, war" e ele disse que iria "supermercado, comprar, tomatoes" por causa da "war, na praça comércio".Obviamente eu e a Lorena chegamos à conclusão de que ele tinha fumado uma maryuana a mais, mas fomos andando, já que a praça do comércio é caminho para chegar no Mondego.Estávamos serelepes andando, quando vimos uma escadaria lotada de tomates e cebolas e uma barricada de tomates de um lado da praça e outra de cebolas do outro lado.Obviamente decidimos que iríamos esperar pra ver no que dava, como é que se vai estudar sabendo que tem uma guerra de tomates próximo da onde vc está?Impossível.
Mandamos mensagens pra Deus e o mundo, mas quem entrou na batalha mesmo foram Eu, Lorena, Rodrigo e o Bocão.Entramos de alegres no lado dos tomates, mas logo fomos despachados pro lado das cebolas com um comentário ao fundo"ih, os brasileiros se fuderam".Descobrimos de uma maneira dolorosa o porque.

Vou almoçar.Cenas dos próximos capítulos amanhã.

Das roupas e dos preços

Recentemente fui em uma das boates mais disputadas para entrar aqui em Roma. Claro que eu entrei... de graça... na parte VIP! hehehe. Um dos caras que trabalha lá, mora aqui na mesma casa que eu moro, então foi tranqüilo. O único problema era que eu não tinha terno e sapato. Para entrar lá só é permitido traje social. Peguei então emprestado um Armani do Robson (brasileiro) e um sapato do Per (sueco).
A boate foi legal e tal...

Dois dias depois, no Domingo, (ontem), o Robson acorda e fala "Rapaz, arruma aí e vamos sair pra comprar uns ternos pra você." Claro que eu respondi que eu não tinha grana. Porra, um terno é caríssimo! Ele falou para eu separar 10 euros.

Pegamos um ônibus, descemos no Circulo Maximo, pegamos outro ônibus e descemos num lugar que tinha a população de Roma reunida!
Bancas e mais bancas de roupas por 5 euros, 2 euros, 1 euro, até 50 centavos tinha. É o feirão Porta Portense.
As roupas ficam todas jogadas em cima de bancas de madeira, as pessoas acumulam em volta e ficam cavoucando ali, é uma tremenda zuera. Enquanto isso os Blanga (pessoas de bangladesh) ficam gritando "UNEEEEURO, UNEEEURO" (um euro).

Eu e o Robson procuramos em várias bancas e sempre achávamos um terno legal, mas a maioria era muito grande ou muito curto, mas eu encontrei 2 que encaixava certinho! "Cara, pra ter esse preço deve ser roupa de defunto! Mas e daí? Lavou tá novo!" E como diz o meu amigo Diego, essa é uma frase para a vida!

Comprei 1 terno, 1 smoking e 1 camisa e gastei 6 euros.